As vagas são para as unidades regionais do órgão em Santarém-PA, Porto Velho-RO, Natal-RN e Curitiba-PR e para a sede em Brasília-DF
Começa hoje, 09/04, e vai até o dia 16/05 o período de inscrição para o concurso público e processo seletivo simplificado do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Ao todo o órgão irá contratar 49 novos servidores, sendo 24 para cargos efetivos, com lotação nas unidades regionais (UR) de Santarém-PA, Porto Velho-RO, Natal-RN e Curitiba-PR e 25 para cargos de contratação temporária com lotação em Brasília-DF.
O concurso para o cargo de Analista Ambiental efetivo é dividido em duas áreas de concentração, sendo oito vagas para a Área de Concentração I e 15 vagas para a Área de Concentração II. Os cargos não exigem experiência prévia e são abertos para candidatos com nível superior em qualquer área de formação.
Já o processo seletivo para a contratação de servidores temporários possui nove áreas de concentração e exige experiência prévia de três ou cinco anos, ou titulação de especialização Lato Sensu, Mestrado ou Doutorado, dependendo do nível do cargo. Para concorrer a algumas das áreas, os candidatos deverão ter diploma de graduação em áreas específicas como Administração, Direito, Economia, Ciência Política, Relações Internacionais, Engenharia Florestal, Agronomia, Biologia, Ciências da Terra, Engenharia Agronômica, Engenharia Cartográfica, Engenharia Florestal, Engenharia Civil, Geografia, Geologia e Informática.
A remuneração inicial do cargo de Analista Ambiental é de R$ 6.478, podendo chegar até R$ 6.902, com adicional de titulação, e de R$ 6.130 e R$ 8.300, no caso dos Técnicos de Nível Superior de contratação temporária, que correspondem aos níveis IV e V, respectivamente.
As provas têm realização prevista para o dia 08/06 e contarão com questões de conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Direito Constitucional e Direito Administrativo) e conhecimentos específicos de cada área. Ambas as seleções são organizadas pelo Instituto Quadrix.
Para mais informações acesse www.quadrix.com.br.
Um Fórum de discussão e divulgação de ações desenvolvidas na região BR 163 - Pará e informaçoes sobre a Amazônia
15 de abr. de 2014
Revista Época traz reportagem sobre o descaso com o Parque Nacional da Amazônia
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| Gilberto do Nascimento Silva, que trabalhou como vigia do Parque Nacional da Amazônia por 20 anos e agora está desempregado. |
Com o título Os Sem Floresta, Aline Ribeiro (texto) e Filipe Redondo (fotos) mostram o descaso com este patrimônio natural e a situação alarmante dos ex-vigilantes do Parque Nacional da Amazônia, que com a esperança de permanecer no cargo, já trabalham a cinco meses sem receber salário do governo. Eles dizem que o parque está abandonado desde que foi reduzido para dar lugar a uma das hidrelétricas previstas para o rio Tapajós.
Leia o texto completo:
Os sem-floresta
Mesmo longe da floresta, o vigia Gilberto do Nascimento Silva não abandona a camiseta camuflada, a bermuda cáqui e o tênis rasgado pelas andanças no mato. Natural para quem passou quase metade da vida vestido assim. Silva dedicou 20 anos dos seus 43 à profissão de vigia do Parque Nacional da Amazônia, um imenso tapete verde no Sudoeste do Pará, apontado pelos conservacionistas como uma das áreas de maior biodiversidade do Brasil. Seus dias vinham sendo os mesmos desde 1993: acordava por volta das 5h, percorria as trilhas para conferir se as câmeras fotográficas espalhadas pela mata funcionavam de acordo, voltava para fazer o almoço e retornava para as caminhadas. “Os bichos estão sempre em movimento”, diz. “Não podia ficar parado em casa, vai que tem uma novidade”.
No começo de março, entretanto, Silva quebrou a rotina. Sem receber o salário do governo federal desde novembro do ano passado, desistiu de continuar seus afazeres de sempre. Silva e outros três ex-vigias do parque trabalharam durante cinco meses de graça. Tinham esperança de que seus contratos com uma empresa terceirizada pelo governo fossem renovados. “O tempo está correndo e ninguém resolveu nada. A gente fica naquela ilusão porque gosta do que faz, mas temos família para sustentar”, afirma. Agora que o seguro desemprego está prestes a acabar, e sem nenhuma sinalização de quem serão recontratados, eles decidiram abandonar a área e voltar para onde vivem suas famílias, a cidade de Itaituba, no sudoeste do Pará.

O órgão do governo federal responsável pela gestão e políticas para as unidades de conservação no Brasil é o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), criado em 2007 e ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Em nota, a assessoria de imprensa do ICMBio informou que o contrato com a empresa que fazia a vigilância do parque não foi renovado no ano passado porque pediu um valor acima do definido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Uma nova empresa foi escolhida por licitação, mas, devido a um imbróglio judicial, o processo se encontra pendente. “A recontratação é uma questão de dias”, diz a nota, enviada em 18 de março. A decisão judicial (assim como as contratações) ainda não saiu.
Silva e os três vigias protegiam uma área de mais de 1 milhão de hectares de floresta densa do Parque Nacional da Amazônia, acessada pela erma Rodovia Transamazônica ou pelo rio Tapajós. Raramente se cruza com um policial pela região. Seus principais inimigos eram os garimpeiros e madeireiros ilegais. “Tem muito ouro e diamante ali dentro”, afirma Silva. “Se um invadir, um monte de gente vai atrás”. Silva chegou a ser ameaçado de morte depois de denunciar o corte de árvores nativas para o Ibama. Ajudou então a desenvolver um código cifrado para se comunicar com o órgão de fiscalização, uma forma de evitar que os recados, todos transmitidos via uma central de rádio, fossem compreendidos se interceptados.
Debaixo d’água
O Parque Nacional da Amazônia foi criado em fevereiro de 1974, logo depois da construção da Rodovia Transamazônica, a BR-230. Para a inauguração da estrada, esteve em suas terras o então presidente da época, o general Emílio Médici. Às margens do rio Tapajós e berço de várias espécies ameaçadas de extinção, como a onça pintada, o tamanduá-bandeira e a ararajuba, é uma região importante para a conservação. Os últimos levantamentos identificaram 337 espécies de aves, 42 mamíferos, 51 anfíbios e 49 répteis. Pela biodiversidade, foi inscrito em dezembro de 2000 pela UNESCO na Lista do Patrimônio Mundial.
Uma lei de junho de 2012 reduziu a área do Parque Nacional da Amazônia em 6,7%. Os 4,2% desse total foram destinados a famílias que já moravam na área antes de ela virar parque. Os outros 2,5% das terras, inclusive parte da Transamazônica, serão alagados por uma das 4 hidrelétricas que o governo federal planeja para a região, a usina São Luiz do Tapajós. “Depois que desafetou o parque para criar a barragem, o governo está deixando de investir ali. O último ato foi a não renovação do nosso contrato”, diz Silva. De lá para cá, a visitação caiu. Em 2011, mais de 2 mil pessoas estiveram no parque. No ano passado, só 683. Este ano os portões estão fechados para os visitantes. Não há bilheteria nem sede instaladas. “O parque é da população. Minha vontade era mostrar para o mundo inteiro que isso aqui existe”.
De todos os vigias, Silva é o mais apaixonado pelas riquezas naturais do parque. Tanto que conduziu sua vida em função delas. Está sempre com sua câmera fotográfica a tiracolo (comprou a primeira em 1995, ainda de filme, e já trocou de modelo quatro vezes, sempre com dinheiro próprio). Tudo ali tem um dedo dele. Nos 20 anos de dedicação, construiu as casas de madeiras usadas pelos vigias, além das que servem de base para os pesquisadores. Abriu as cinco trilhas existentes, um total de 20 quilômetros de extensão.
Na sua casa em Itaituba, Silva guarda milhares de fotografias no computador. São pastas e pastas de imagens e vídeos feitos por ele ou pelas câmeras que esconde no parque, espécies de armadilhas que disparam, por sensor, toda vez que um animal passa na frente da lente. “Isso aqui é uma relíquia”, afirma. “No futuro, esses bichos podem nem existir mais, mas as pessoas vão ver os registros no meu arquivo”. Ele diz que, quando soube da possibilidade de não mais trabalhar ali, caiu em depressão. “Fiquei dois meses sem conseguir andar sozinho”, diz, e logo emenda um choro. Mesmo que o processo judicial para a contratação de uma empresa de vigilância acabe logo, o destino de Silva e dos outros vigias não estará garantido. O ICMBio afirma que “a seleção dos vigilantes são atribuições da empresa vencedora da licitação, e não cabe ao órgão interferir”.
FONTE: Revista Época, texto disponível também aqui.
Diocese de Santarém realiza I Conferência Amazônica sobre Educomunicação
A diocese de Santarém, no Pará, será a promotora da I Conferência Amazônica sobre Educomunicação, entre 26 de abril e 4 de maio de 2014.
O evento contará com a colaboração da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA – Campus Tapajós. Além de educadores, comunicadores e religiosos da diocese, a Conferência envolverá representantes de comunidades ribeirinhas do Rio Tapajós que desenvolvem práticas de comunicação. A meta é a criação de uma Escola Diocesana de Comunicação. O principal convidado será o Prof. Ismar Soares, presidente da ABPEducom, que cumprirá extensa agenda de participação, incluindo:
- 27 de Abril – Visita às comunidades ribeirinhas do Tapajós (Capixauã e Suruacá), em Mojuí dos Campos, para conhecer as experiências educomunicativas do Projeto Saúde e Alegria e Projeto Rádio Pela Educação. O Projeto Saúde e Alegria faz parte da Rede CEP <www.redecep.org.br>, enquadrando-se entre as organizações pioneiras no desenolvimento da prática educomunicativa no Brasil. Quanto ao projeto Rádio Pela Educação, trata-se de uma experiência educomunicativa que associa a Rádio Rural, AM, a grupos de educadores e alunos das redes públicas de ensino, num dos mais amplos programas de incentivo à educomunicação, no no contexto da relação entre a mídia e o sistema de ensino.
- 29 de Abril – Palestra sobre “Pastoral da Comunicação na Igreja e Sociedade Contemporânea”, com a participação do Bispo e de sacerdotes da Diocese de Santarém, momento em que o Prof. Ismar apresentará o Diretório de Comunicação da CNBB, do qual foi um dos redadores.
– 30 de Abril – Abertura da Primeira Conferência Amazônica sobre Educomunicação, com palestra do Prof. Ismar Soares, destinada a professores e estudantes de cursos de Comunicação e Educação. O evento se dará no Auditório Central da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA – Campus Tapajós.
- 02 de Maio – Debate Especial nos estúdios da Rádio Emissora de Educação Rural de Santarém, entre o professor Ismar Soares e especialistasnas áreas da Comunicação e Educação.
- 03 de Maio – Reunião ampliada sobre Concepção, Organização e Implantação da Escola Diocesana de Comunicação.
FONTE: http://revistas.usp.br/comueduc/announcement/view/76
Avião desaparecido entre Itaituba e Jacareacanga

Avião desaparecido em Jacareacanga: Comissão vai ao Ministério da Defesa solicitar a urgente entrada em campo de soldados do 53º BIS, como reforço importante nas buscas que estão sendo feitas pela FAB e voluntários. Mais informações no linkhttp://vereadorjoaopauloitb.blogspot.com.br/2014/04/aviao-desaparecido-comissao-quer.html
Últimas semanas de inscrições de filmes ao 5° Curta Amazônia
Cineastas, produtores e diretores de todo o país, além de diretores estrangeiros tem até o dia 15 de abril para realizar as inscrições de filmes ao 5° Festival de Cinema Curta Amazônia.
O 5° Curta Amazônia é o único Festival de Cinema na Amazônia que atende todos os formatos de filmes propostos pela Agência Nacional do Cinema Brasileiro, a Ancine, são os formatos de longa, média e curta metragem.
As categorias de filmes que o 5° Curta Amazônia atende são: ficção, animação, documentário, experimental e vídeo clipe, todos com temática livre. Então, você vai ficar fora dessa quinta edição?
Inscreva seu filme até o dia 15 de abril e concorra ao troféu “Arara Azul”, numa edição histórica que é no ano do centenário da cidade de Porto Velho.
A ficha de inscrição e o regulamento se encontram no site www.curtamazonia.com. Outras dúvidas e informações são tiradas no email: festival@curtamazonia.com.
2 de abr. de 2014
O escândalo do licenciamento ambiental das hidrelétricas no rio Tapajós - Texto da Telma Monteiro

Uma análise dos bastidores do processo de licenciamento das hidrelétricas planejadas no rio Tapajós - Leia o texto completo aqui.
FONTE: Telma Monteiro.
12 de mar. de 2014
Professores Munduruku fecham secretaria de educação de Jacareacanga após demissão em massa

Demissão de 70 educadores foi feita por rádio e deixou centenas sem aula. Apenas indígenas foram dispensados. Prefeitura de Jacareacanga (PA) nega perseguição
O ano letivo mal havia começado nos afluentes do Tapajós, quando cerca de 70 professores indígenas da etnia Munduruku ouviram seus nomes nos rádios das aldeias. A ordem era para que deixassem as escolas. Estavam despedidos e centenas de alunos ficariam sem aulas por tempo indeterminado. Após o comunicado, educadores começaram a descer das aldeias até a cidade para exigir recontratação. A mobilização culminou no trancamento da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SEMECD) de Jacareacanga, oeste do Pará, fechada pelos educadores desde segunda-feira, dia 10.
Eles exigem readmissão imediata de 70 professores, demitidos no final de fevereiro pela prefeitura, cobram a saída do secretário e melhorias na educação: “Nós, povo Munduruku, queremos respeito. Nós não somos analfabetos, somos educadores. Queremos a demissão do secretário de educação já. Fora Pedro Lúcio! Fora! Fora! Queremos uma educação de qualidade! Queremos respeito, secretário!”, diz a carta pública apresentada pelos indígenas.
Eles cobram também a presença de várias instituições em Jacareacanga, como a Fundação Nacional do Índio de Brasília, Ministério da Educação, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho.
Demissão seletiva
Os indígenas denunciam que apenas os professores indígenas foram demitidos, enquanto os não-índigenas na mesma situação continuarão dando aulas. Além disso, dizem que os novos professores não dominam as disciplinas, principalmente as de artes, língua materna, cultura indígena, e muitas vezes não sabem falar munduruku, deixando vários alunos sem entender as aulas. “Achamos isso um desrespeito com os direitos dos povos indígenas. Queremos o retorno imediato dos professores para as aulas”, afirma Paigomuyatpu Manhuary, ex-professor do 4º ano de ensino geral na aldeia Caroçal Rio das Tropas.
Os indígenas denunciam que apenas os professores indígenas foram demitidos, enquanto os não-índigenas na mesma situação continuarão dando aulas. Além disso, dizem que os novos professores não dominam as disciplinas, principalmente as de artes, língua materna, cultura indígena, e muitas vezes não sabem falar munduruku, deixando vários alunos sem entender as aulas. “Achamos isso um desrespeito com os direitos dos povos indígenas. Queremos o retorno imediato dos professores para as aulas”, afirma Paigomuyatpu Manhuary, ex-professor do 4º ano de ensino geral na aldeia Caroçal Rio das Tropas.
“É a primeira vez que isso acontece. Desde 2007 que eles trabalhavam. A gente quer que eles recontratem os professores. Reunimos, reunimos e não definiram nada. Aí fechamos a Secretária. Vai ficar fechada até eles resolverem isso”, explica Kabaiwun Kaba, membro do Movimento Munduruku Ipereg Ayu.

Munduruku escreve cartaz com demandas. Foto: Kabaiwun Kaba
A maioria dos professores demitidos faz parte do projeto Ibaorebu, coordenado por André Ramos, indigenista e historiador. O curso técnico de oito anos tem como objetivo formar os indígenas em três áreas: enfermagem, magistério e agroecologia, o que possibilitaria a contratação dos mesmos. A primeira turma iria concluir o curso no início deste ano, porém houve atraso na oferta das disciplinas, o que fez com que o término fosse adiado para o final do ano.
Paigomuyatpu acredita que a decisão da Prefeitura é uma retaliação à fiscalização realizada em janeiro pelos Munduruku nos garimpos localizados em terras indígenas. Na ação, vários garimpeiros não-indígenas foram expulsos, e os maquinários, apreendidos. “Demitiram só os professores do Ibaorebu. A gente acha que isso é pra intimidar a gente por causa da fiscalização. Agora várias aldeias estão todas sem aula. Eu já falei para alguns vereadores: Se vocês não resolverem isso, não teremos mais acordo nenhum”, concluiu Paigomuyatpu Manhuary por telefone.
A prefeitura nega perseguições. Segundo João Kaba, coordenador de educação Indígena do município, a motivação da prefeitura para as demissões é a falta de formação dos professores: “Eles não tem curso superior, só fundamental. Eles não são concursados, são temporários. Todo final de ano acaba os contratos e esse ano não renovamos com eles. Vamos fazer a substituição”.
FONTE: Texto de Larissa Saud, disponível também no Repórter Brasil, aqui.
11 de fev. de 2014
Extrativistas da Terra do Meio (PA) terminam curso de Gestão Territorial e elaboram planos de futuro
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| Estudantes fazem leitura de mapas, orientados pelo técnico do ISA Juan Doblas|Cristiano Tierno-ISA |
Com o sexto módulo encerrou-se o processo iniciado em 2011, cujo objetivo foi melhorar a interlocução das famílias extrativistas com a sociedade na busca por seus direitos. Propostas para o futuro foram elaborados com base em análises sobre as regiões de Altamira e da Bacia do Xingu
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Depois de três anos o curso de Gestão Territorial com os extrativistas da Terra do Meio encerrou-se com a realização do sexto módulo, na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Iriri, entre 9 e 23 de novembro do ano passado. O curso foi realizado pelo ISA em parceria com a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e financiamento do Fundo Vale, envolvendo extrativistas das Resex do Rio Iriri, do Rio Xingu e do Riozinho do Anfrísio, localizadas na Terra do Meio, no Pará. Participaram do curso 36 estudantes no primeiro módulo, 19 no segundo, 13 no terceiro, 17 no quarto, 16 no quinto e 26 no sexto e último módulo.
Nesse módulo ocorreram rodas de conversa aprofundando e debatendo informações sobre o contexto atual da Terra do Meio e da Bacia do Xingu já trabalhados em módulos anteriores ea elaboração de planos de futuro, onde os estudantes utilizaram diferentes linguagens e habilidades trabalhadas transversalmente durante o curso: a escrita, a cartografia e a audiovisual.
Foram retomadas e debatidas informações presentes no Sistema Nacional de Unidades de Conservação - Snuc, que regulamenta as Reservas Extrativistas, destacando o Plano de Manejo, documento que trata do desenvolvimento e gestão dessas unidades.. O Plano de Manejo foi trabalhado de maneira que os estudantes pudessem ter clareza de seus elementos e conteúdos para que possam contribuir de forma cada vez mais ativa em sua revisão, que deverá ocorrer neste ano de 2014.
O técnico do ISA, Juan Doblas apresentou por meio de mapas os diversos vetores de pressão que incidem sobre o Mosaico Terra do Meio e a Bacia do Xingu, onde estão as três Resex, chamando a atenção para um quadro cada vez mais preocupante de avanço sobre as Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Este módulo também contou com a participação do antropólogo e professor da Unicamp, Mauro Almeida, que tratou da história da luta dos seringueiros desde o Acre e ressaltou a importância do modo de vida dos povos tradicionais e suas lutas como essenciais aos processos de defesa de seus direitos e de gestão destas UCs.
Almeida compartilhou com os extrativistas sua experiência na criação do conceito de Reserva Extrativista, na década de 1980, no Acre, destacando o papel que tiveram os seringueiros na conquista de seus territórios.
Entender como se deu esse processo de conquista das Resex pelos seringueiros do Acre nas palavras de alguém que participou dele foi essencial para os estudantes, seus familiares e vizinhos. “Eu achei muito importante a conversa que a gente teve com o professor Mauro Almeida. Ele começou contando a historia dele e a história que viu e viveu também, como a história do Chico Mendes. Eu fiquei muito emocionado na hora que o Mauro se emocionou!!!”, relatou um dos participantes do curso, Denilson dos Santos Machado.
Para estruturar os planos de futuro os estudantes elaboraram textos individuais e coletivos, mapas e vídeos, tendo como roteiro desde as demandas pessoais e familiares até as coletivas/regionais. A visão de futuro inclui o incentivo à construção de princípios de relacionamento das famílias com empresas interessadas na comercialização dos produtos que extraem e beneficiam. Esse processo está sendo tocado pelo ISA em parceria com as famílias das Resex e com o apoio do Imaflora.
Durante o módulo também foram realizadas atividades para o melhor entendimento do uso de filmadoras, desde técnicas de filmagem até tipos de filmes. Daí resultaram quatro filmes elaborados pelos estudantes, que contaram com a orientação dos cineastas Rafael Salazar e Andrea Benedecci. Rafael e Andrea também captaram imagens para um documentário sobre as Resex, que deve sair ainda esse ano.
A construção dos Planos de Manejo
Entre os principais resultados do último módulo do curso está uma compreensão mais clara do que é Plano de Manejo e que habilidades e conhecimentos são necessários para construí-lo. . Além disso, existem perspectivas de que os Planos de Manejo sendo elaborados pelos próprios moradores tenham uma melhor aplicação pelas famílias na gestão do território, não descartando que ações futuras de melhor compreensão deste instrumento sejam fomentadas/realizadas.
O curso incentivou ainda uma aproximação maior com os povos indígenas da região, como aliados na luta pela proteção do território. “Pra gente ser unido e ter mais força, a gente precisa se unir com os índios e trabalhar junto. A gente divide muita coisa com eles então podemos lutar junto com eles. Hoje falta conversar, marcar encontro com cada liderança de cada comunidade para criar um pacto de trabalho junto”, afirmou Francisco Bandeira dos Santos, um dos participantes.
Ao final desses três anos de trabalho é possível verificar alguns estudantes melhor preparados para o diálogo com a cidade, sabendo como se dá o acesso a direitos e se firmando como tradutores para as famílias dos processos que se dão de fora pra dentro além de se transformarem em referência na construção de ações para atender as demandas locais. (Outros resultados podem ser visualizados no quadro ao final do texto).
A ideia é que nos próximos anos a continuidade da formação dos moradores das Resex tenha como enfoque as habilidades e os conhecimentos necessários para que a revisão dos Planos de Manejo possa ser realizada pelos próprios moradores. Para André Villas-Bòas, coordenador do Programa Xingu do ISA, o processo formativo em curso nas Resex pretende contribuir para que suas populações possam entender e dialogar com a expectativa da sociedade brasileira quanto a seu papel na manutenção e sustentabilidade futura dos serviços socioambientais gerados nessas unidades. de conservação. “Neste sentido, essa formação assegura condições mínimas para que ocorra uma participação ativa por parte da população local na atualização dos planos de manejo de cada unidade”.
FONTE: Disponível em: http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/extrativistas-da-terra-do-meio-pa-terminam-curso-de-gestao-territorial-e-elaboram-planos-de-futuro
7 de fev. de 2014
A insustentável expansão da área agrícola global - Texto de Clarissa Neher para Envolverde
Uma área quase do tamanho do Brasil de terrenos naturais corre o risco de ser degradada até 2050, caso práticas sustentáveis de uso da terra não sejam adotadas e a agricultura global continue se expandido na proporção dos últimos anos. O alerta é do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que destaca entre as regiões mais ameaçadas as florestas da América Latina, da Ásia e da África Subsaariana.
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| Agência da ONU adverte: monoculturas e consumo irracional podem eliminar, até 2050, área florestal do tamanho do Brasil. Saída é valorizar novas formas de produção |
“O mundo nunca havia experimentado uma redução tão acentuada dos serviços e funções dos ecossistemas terrestres como nos últimos 50 anos. As florestas e zonas úmidas estão sendo convertidas em terrenos agrícolas para alimentar a crescente população”, afirma Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma.
A expansão das fronteiras agrícolas é causada, por um lado, pelo aumento na demanda por alimentos e bicombustíveis, devido ao crescimento populacional, e, por outro lado, pela degradação do solo, ocasionado pela má gestão do campo. A perda de biodiversidade e a destruição ambiental generalizada já afetam 23% do solo mundial.
Sem uma mudança nas práticas agrícolas, mais de 849 milhões de hectares de terrenos naturais serão degradados até 2050, aponta o relatório do Pnuma divulgado na última sexta-feira (24/01).
“Ao reconhecer que a terra é um recurso finito, precisamos aumentar a nossa forma de produzir, oferecer e consumir os produtos obtidos a partir dela. Nós devemos ser capazes de definir e respeitar os limites dos quais o mundo pode funcionar com segurança para salvar milhões de hectares até 2050″, diz Steiner.
Tendência é a expansão
Atualmente a agricultura consome mais de 30% da superfície continental do planeta, e as terras cultivadas abrangem em torno de 10% do terreno mundial. Entre 1961 e 2007, a região de cultivo se expandiu em 11%. O relatório aponta a continuidade em ritmo acelerado dessa tendência de expansão.
Nos últimos 50 anos, a ampliação da fronteira agrícola ocorreu à custa de florestas tropicais. Enquanto houve um declínio da área plantada na União Europeia, especialmente em Itália e Espanha, Leste da Europa e América do Norte, ocorreu um aumento das terras cultivadas na América do Sul, principalmente em Brasil, Argentina e Paraguai, na África e na Ásia.
Desde a década de 1990, essas fronteiras estão sendo ampliadas para compensar as terras que estão se tornado improdutivas devido a práticas agrícolas não sustentáveis. A agência alerta que se o padrão de expansão desta década continuar, vai atingir principalmente as florestas da América Latina, da Ásia e da África Subsaariana.
Alternativas sustentáveis
O relatório aponta que a área cultivada global para suprir a demanda poderia aumentar com segurança até no máximo 1,640 milhão de hectares. Mas adverte que se as condições atuais permanecerem, em 2050 a demanda vai ultrapassar esse espaço.
A agência sugere como medidas para aumentar a produtividade nas atuais regiões agrícolas melhorias na gestão do solo, o incentivo a práticas ecológicas e sociais de produção, o monitoramento do uso da terra, investimentos na recuperação de terras degradadas e a integração conhecimentos locais e científicos – além da redução nos subsídios de culturas destinadas à fabricação de combustíveis.
Além dos fatores agrícolas, a agência aponta o consumo excessivo como um dos aspectos que levou a essa expansão. O relatório reforça que políticas para reduzir esses níveis e fomentar o consumo sustentável são essenciais para reverter a situação.
Se o mundo incentivar a agricultura sustentável, além de reduzir o consumo e a expansão agrícola, cerca de 319 milhões de hectares podem ser salvos até 2050.
FONTE: http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/a-insustentavel-expansao-da-area-agricola-global/
4 de fev. de 2014
Mundurukus apreendem máquinas e expulsam garimpeiros no Rio das Tropas, afluente do Tapajós

Ameaçados de morte, índios da etnia Munduruku expulsaram garimpeiros de terra indígena no Rio das Tropas, afluente do Rio Tapajós, na região extremo oeste do Pará. A exploração ilegal de garimpo dentro da terra indígena Munduruku é antiga. Relatos remontam o início dessas atividades à década 1980. Uma história de ameaças, acordos com um pequeno grupo de lideranças e exploração da mão de obra indígena tecem uma teia que não beneficia a maioria do povo.
Segundo as comunidades locais, os garimpeiros têm causado vários problemas nas terras indígenas devido à exploração descontrolada. Poluição do rio, falta de peixes, desentendimentos e ameaças são os principais motivos apontados como estopim. Por essas razões, os indígenas estariam “tirando garimpeiros e tomando os seus maquinários”, explica Paigomuyatpu, chefe dos guerreiros Munduruku.
FONTE: Texto de LARISSA SAUD para Terra Magazine.
3 de fev. de 2014
TCU aponta abandono de Unidades de Conservação da Amazônia - Texto de Daniel Santini
O Ministério do Meio Ambiente tem 180 dias para tomar providências e dar satisfações ao Tribunal de Contas da União sobre o abandono na qual se encontram as Unidades de Conservação da Amazônia brasileira. Auditoria inédita feita pelo Tribunal de Contas da União em parceria com tribunais de contas de nove estados identificou problemas que vão de falhas na gestão e implementação das unidades, a falta de investimentos e funcionários para manter as unidades funcionando minimante.
O resultado da análise é um relatório de 104 páginas que detalha os problemas apontados. Acesse o documentoou confira abaixo neste infográfico os principais destaques:
FONTE: O Eco, aqui.
25 de jan. de 2014
Madeira da Amazônia: Um novo foco no combate à ilegalidade - Texto de Antônio Carlos Hummel
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| Antônio Carlos Hummel é diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) |
As estatísticas são escassas e falhas, mas o porcentual de madeira nativa amazônica extraída ilegalmente nunca foi inferior a 60%. Os períodos com fiscalização mais intensa, o combate à exploração em terras públicas e a criação de unidades de conservação diminuíram, ocasionalmente, esse índice.
A extração ilegal tem várias causas: a) falta de governança das terras públicas (federais e estaduais) destinadas e não destinadas (ainda somam mais 60 milhões de hectares, uma porta aberta para a grilagem); b) dificuldades operacionais e de logística para atuação da fiscalização nas condições da região; c) abundância de matéria-prima florestal; d) forte demanda de consumo pelos mercados locais; e) altos índices de desmatamento ilegal disponibilizando matéria-prima; f) impunidade; e g) ênfase do controle em documentos de transporte de madeira de forma não articulada e estratégica com o licenciamento da indústria madeireira e não integração com os sistemas de arrecadação da fazenda estadual.
Acrescenta-se a todas essas causas a total ausência de estímulos públicos para quem deseja atuar de acordo com a lei, não só ambiental, mas também a fundiária, tributária e trabalhista. Outro forte desestímulo são os longos prazos e a burocracia para licenciamento das atividades florestais.
A culpa das irregularidades e das fraudes é comumente colocada nas ferramentas de transporte (DOF e GF). Esses sistemas são como tomógrafos, identificam a doença. Mas, não são culpados pelo “câncer”. É fácil colocar culpa em ferramenta que é impessoal e não entender e discutir profundamente o problema.
Atualmente, é comum a “falsa legalidade” a partir de créditos virtuais, o que eleva a possibilidade de “esquentamento” de madeira ilegal. No entanto, tudo isto é possível porque continuamos apostando em modelos (como o atual) de controle que “matematicamente” não conseguem fechar a conta entre o volume original de entrada em toras e o volume final de madeira processada. A definição de padrões é praticamente impossível porque as margens de variação e erro são enormes quando do processamento. É como querer reconstituir um porco a partir das suas linguiças.
Estudo recente coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) indica que a indústria é pouco fiscalizada e os critérios utilizados não são rigorosos com relação à origem do insumo florestal, renovação de licenças e comprovação de funcionamento com vistorias periódicas (a Resolução CONAMA 411/09 não é utilizada). O atual sistema de licenciamento de indústrias de processamento de madeira, com regras diversas entre os estados e pouca transparência, não favorece o combate à ilegalidade.
Em síntese, o ambiente descrito acima não é adequado para combater a ilegalidade da exploração de madeira amazônica. O ambiente, talvez o único, que se apresenta favorável a uma oferta de madeira rastreada e manejada sustentavelmente é o das concessões florestais. É onde existe controle efetivo do manejo florestal, governança do poder público, possibilidade de rastreabilidade (está sendo desenvolvido um sistema pelo SFB), segurança fundiária, transparência, proteção contra invasões, compromissos e contratos de longo prazo.
A situação exige um novo esforço para fortalecer a política das concessões e ao mesmo tempo colocar efetivamente na pauta o combate à ilegalidade na exploração de madeira. Não pode ser uma discussão superficial e de distribuição de culpas. Novas estratégias e abordagem inovadoras devem ser adotadas.
É preciso, por exemplo: 1) criar um conjunto de incentivos para as concessões florestais; 2) definir normas gerais para o licenciamento da indústria madeireira, com estratégias e foco na sua fiscalização; 3) integrar as ferramentas de controle (DOF e GFs) com o sistema de notas fiscais eletrônicas ou – por que não - a existência de um único documento; 4) estabelecer a partir terras públicas não destinadas – antes que tenham seu potencial florestal degradado - novas áreas para concessões florestais; 5) que os estados, a exemplo do Pará, estabeleçam uma estratégia para implantação das concessões estaduais; 6) discutir um novo modelo de controle relacionado com o rendimento no processamento da madeira; e 7) definir uma politica de compra sustentável de madeira amazônica por parte do poder público.
O Serviço Florestal tem certeza da possibilidade de uma economia madeireira sustentável na Amazônia, tendo em vista o conhecimento técnico disponível e os milhões de hectares de terras públicas já destinadas (Florestas Nacionais e Estaduais) e ainda os milhões de hectares que ainda podem ser destinados para manejo florestal. Mas, para isto, precisamos diminuir a ilegalidade, que fragiliza as iniciativas de manejo florestal sustentável, em especial as concessões florestais, e desestimula quem atua corretamente.
FONTE: Painel Florestal.
4 de jan. de 2014
ONU define 2014 como o ano internacional da agricultura familiar
Produção local ajuda a reduzir impactos ambientais, além de promover alimentação mais saudável e preservar a cultura de cada região.
A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou que o ano de 2014 será celebrado como o Ano Internacional da Agricultura Familiar.
Isso significa que a entidade promoverá uma série de eventos e atividades para chamar a atenção de um setor que abrange cerca de 500 milhões de propriedades ao redor do mundo.
A valorização da produção local é um passo importante para reduzir os impactos ambientais decorrentes do transporte de alimentos por longas distâncias, além de ser um estímulo à alimentação saudável e à cultura alimentar típica de cada região.
Assista ao vídeo para entender melhor essa campanha:
19 de dez. de 2013
18 de dez. de 2013
Como nosso dinheiro financia obras na Amazônia - Animação
Durante três meses os repórteres do Site Amazônia.com buscaram desvendar a trilha de investimentos do BNDES em projetos de infraestrutura na Amazônia, assista:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6K5dT1py7z0
Para ler a reportagem completa, clique aqui.
14 de dez. de 2013
Liberação do plantio de cana na Amazônia avança no Senado
Avançou no Senado Federal a proposta do senador ruralista Flexa Ribeiro
(PSDB-PA) de liberar o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia. Apesar de o
projeto prever o uso de áreas ja degradadas e/ou ocupadas por biomas
que não o Amazônico, a possibilidade de vastas áreas serem ocupadas por
latifúndios de monocultivo com uso intenso de veneno no cultivo preocupa
ambientalistas e provocou reações de diferentes grupos ambientalistas.
FONTE: O Eco.
FONTE: O Eco.
Encontro de pescadores do Pará debateu diretrizes para a luta da pesca artesanal no estado junto ao MPP
Vindos das quatro regiões do Pará - Baixo Amazonas, Marajó, Salgado e
Tocantina - pescadores e pescadoras artesanais reuniram-se na capital
Belém, junto com integrantes da coordenação nacional do Movimento de
Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) e agentes do Conselho
Pastoral dos Pescadores (CPP), entre os dias 06 e 07 de dezembro. O
Encontro estimulou a reflexão sobre os conflitos enfrentados pelas
comunidades pesqueiras no estado e desenhou os passos para fortalecer a
luta desses grupos através da integração com o MPP.
Os desafios existentes no Pará refletem como o Estado lida com a pesca
artesanal no país. A política nacional que busca invisibilizar a
categoria traz danos como a burocratização ao acesso à carteira de
pescador - o que acaba gerando um comércio ilegal do documento -
criminaliza os pescadores e pescadoras, estimula os grandes projetos e a
privatização das águas que expulsam as comunidades de seu território,
entre outras problemáticas também denunciadas durante o Encontro.
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| A pescadora Marizelha Lopes fala sobre o MPP |
Diante desse cenário, o grupo viu a necessidade de animar a luta da
pesca artesanal através da articulação com outras realidades pelo país. A
integrante da coordenação nacional do MPP, Marizelha Lopes (Nega), da
Bahia, apresentou o histórico e as ações do MPP e estimulou o
fortalecimento da organização dos pescadores do Pará a fim de que a
integração no movimento se dê de forma sólida e a partir das bases.
Assim, foi reafirmado a importância do trabalho de base no estado,
articulando lideranças nos municípios e proporcionando momentos de
formação. Também foram indicados representantes tanto a nível regional
como nacional para a articulação junto ao MPP.
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| MPP Pará |
As novas decisões reafirmaram a urgência em intensificar a Campanha
Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais
Pesqueiras, principal ação do MPP hoje no Brasil. “É importante que a
luta dos pescadores e pescadoras no estado do Pará se una ao MPP, temos
grandes desafios pela frente e um dos grandes é conseguirmos regularizar
nossas terras que, através da Campanha, pode ser concretizado, além de
promover o empoderamento das comunidades pesqueiras”, comenta o pescador
da região de Tocantina, Adelino Cavalcanti.
FONTE: peloterritoriopesqueiro.blogspot.com.br
Filtro artesanal de carvão ativado feito com caroços de açaí
Estudante da zona rural de Moju, no Pará, desenvolve filtro artesanal de carvão ativado, feito com caroços de açaí. O projeto foi o vencedor da categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista
Em muitos vilarejos ribeirinhos da Amazônia, a água de beber sai direto do rio para a caneca, sem escalas em qualquer tipo de filtro. Por isso, o índice de doenças de veiculação hídrica é alto e toda família tem pelo menos um caso de internação por diarreia para
contar. Mesmo nas pequenas cidades onde há água encanada, a captação é
feita diretamente no rio e a água não passa por nenhum tipo de
tratamento até chegar às torneiras.
Disposto a mudar essa realidade, um jovem estudante da zona rural do município de Moju, no Pará, Edivam Nascimento Pereira, começou com uma enquete junto a 100 moradores da cidade de Moju, sede municipal, onde vivem cerca de 35 mil habitantes. Segundo descobriu, 40% da população bebe água direto da torneira e os outros 60% usam algum tipo de filtragem ou tratamento caseiro. Destes, 80% passam a água por um pano, apenas para retirar as impurezas visíveis. Outros 18% aplicam cloro e os demais 2% fervem a água ( o que é o procedimento mais indicado).
A partir da enquete e com a orientação do professor de Física e Química, Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior, da Escola Estadual de Ensino Médio Professora Ernestina Pereira Maia, o estudante desenvolveu e testou um filtro artesanal de carvão ativado, feito com caroços de açaí (Euterpe oleracea).“A região toda tem açaí demais. E muito caroço sobrando. É uma região onde o açaí é nativo e mesmo quem não vende, despolpa o açaí de modo artesanal e consome em casa”, diz Edivam Pereira. “E, onde existe comercialização, os caroços são jogados no mato, são tratados como resíduo, só a polpa segue para as cidades”.
A boa ideia – de transformar um resíduo disponível nas comunidades isoladas em um filtro eficiente para a água de abastecimento – rendeu ao estudante o primeiro lugar da categoria Ensino Médio, no XXVII Prêmio Jovem Cientista, cujo tema, este ano, era “Água: Desafios da Sociedade”. Organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE, o prêmio será entregue pela presidente da República, Dilma Rousseff, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, no próximo dia 16 de dezembro.
É um belo presente de aniversário para Edivam Pereira, que completa 20 anos 4 dias após a cerimônia. Mas é, sobretudo, um incentivo para prosseguir com o projeto e tornar o filtro artesanal realmente disponível para as comunidades ribeirinhas. Junto com seu professor, o estudante agora está testando garrafas PET para funcionar como vela, o recipiente onde é colocado o carvão ativado, dentro do filtro. Se forem bem sucedidos, os dois poderão espalhar boa saúde através da água de beber para muitos moradores das margens do rio Moju e de outros tantos rios pontilhados por palmeiras de açaí, Amazônia adentro.
“O caroço de açaí já tem em toda a região e a soda cáustica, usada para ativar o carvão, também é fácil de comprar em supermercados locais, eu mesmo comprei aqui perto, para fazer os testes”, conta Edivam. “As velas que usamos da primeira vez foram as tradicionais, de barro, mas elas teriam de ser compradas, então pensamos em substituir por garrafas PET de água mineral, de 300 ml, que podem ser recicladas”.
Depois de fazer os testes, inclusive da qualidade final da água, em laboratório, o aluno e o professor pretendem organizar cursos para ensinar os ribeirinhos a fabricar seus filtros caseiros. “Não vamos fazer manuais, preferimos fazer oficinas e mostrar como se monta o filtro”, conclui. Os primeiros da fila serão os moradores de uma comunidade chamada Jupulbinha, de 300 habitantes, também no município de Moju.
FONTE: Viaje aqui Brasil.
Disposto a mudar essa realidade, um jovem estudante da zona rural do município de Moju, no Pará, Edivam Nascimento Pereira, começou com uma enquete junto a 100 moradores da cidade de Moju, sede municipal, onde vivem cerca de 35 mil habitantes. Segundo descobriu, 40% da população bebe água direto da torneira e os outros 60% usam algum tipo de filtragem ou tratamento caseiro. Destes, 80% passam a água por um pano, apenas para retirar as impurezas visíveis. Outros 18% aplicam cloro e os demais 2% fervem a água ( o que é o procedimento mais indicado).
A partir da enquete e com a orientação do professor de Física e Química, Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior, da Escola Estadual de Ensino Médio Professora Ernestina Pereira Maia, o estudante desenvolveu e testou um filtro artesanal de carvão ativado, feito com caroços de açaí (Euterpe oleracea).“A região toda tem açaí demais. E muito caroço sobrando. É uma região onde o açaí é nativo e mesmo quem não vende, despolpa o açaí de modo artesanal e consome em casa”, diz Edivam Pereira. “E, onde existe comercialização, os caroços são jogados no mato, são tratados como resíduo, só a polpa segue para as cidades”.
A boa ideia – de transformar um resíduo disponível nas comunidades isoladas em um filtro eficiente para a água de abastecimento – rendeu ao estudante o primeiro lugar da categoria Ensino Médio, no XXVII Prêmio Jovem Cientista, cujo tema, este ano, era “Água: Desafios da Sociedade”. Organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE, o prêmio será entregue pela presidente da República, Dilma Rousseff, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, no próximo dia 16 de dezembro.
É um belo presente de aniversário para Edivam Pereira, que completa 20 anos 4 dias após a cerimônia. Mas é, sobretudo, um incentivo para prosseguir com o projeto e tornar o filtro artesanal realmente disponível para as comunidades ribeirinhas. Junto com seu professor, o estudante agora está testando garrafas PET para funcionar como vela, o recipiente onde é colocado o carvão ativado, dentro do filtro. Se forem bem sucedidos, os dois poderão espalhar boa saúde através da água de beber para muitos moradores das margens do rio Moju e de outros tantos rios pontilhados por palmeiras de açaí, Amazônia adentro.
“O caroço de açaí já tem em toda a região e a soda cáustica, usada para ativar o carvão, também é fácil de comprar em supermercados locais, eu mesmo comprei aqui perto, para fazer os testes”, conta Edivam. “As velas que usamos da primeira vez foram as tradicionais, de barro, mas elas teriam de ser compradas, então pensamos em substituir por garrafas PET de água mineral, de 300 ml, que podem ser recicladas”.
Depois de fazer os testes, inclusive da qualidade final da água, em laboratório, o aluno e o professor pretendem organizar cursos para ensinar os ribeirinhos a fabricar seus filtros caseiros. “Não vamos fazer manuais, preferimos fazer oficinas e mostrar como se monta o filtro”, conclui. Os primeiros da fila serão os moradores de uma comunidade chamada Jupulbinha, de 300 habitantes, também no município de Moju.
FONTE: Viaje aqui Brasil.
Impactos da UHE Teles Pires na voz de um Apiaka
A cachoeira das Setes Quedas, que agitava águas amazônicas e era
reverenciada pela etnia Munduruku como lugar sagrado, já não desponta
mais no horizonte de quem vive à margem do rio Teles Pires, entre os
estados do Pará e Mato Grosso. As corredeiras desapareceram em
decorrência da construção da Hidrelétrica de Teles Pires, que em
setembro deste ano teve suas obras embargadas por consistentes lacunas
nos estudos de impacto do projeto e curiosamente já retomadas sem que
fosse apresentada uma solução para os problemas apresentados pelo
Ministério Público Federal. As devastadoras consequências estão claras
aos olhos dos indígenas que vivem na região. As obras já encobriram as
quedas d’água, inundaram o barramento do rio e afetaram a área de
reprodução de peixes migratórios como o piraíba, pintado, pacu, entre
outros.
E quem fala um pouco sobre o assunto é Sidney Apiaka (etnia afetada juntamente com os Munduruku e Kayabi), que é casado com uma Munduruku, com familiares que moram na aldeia de Teles Pires. Acompanhe a transcrição de uma conversa entre o Amazônia em Chamas e o indígena.
Para ler o texto completo: http://amazoniaemchamas.noblogs.org/post/2013/12/11/impactos-da-uhe-teles-pires-na-voz-de-um-apiaka/
FONTE: Amazônia em Chamas.
E quem fala um pouco sobre o assunto é Sidney Apiaka (etnia afetada juntamente com os Munduruku e Kayabi), que é casado com uma Munduruku, com familiares que moram na aldeia de Teles Pires. Acompanhe a transcrição de uma conversa entre o Amazônia em Chamas e o indígena.
Para ler o texto completo: http://amazoniaemchamas.noblogs.org/post/2013/12/11/impactos-da-uhe-teles-pires-na-voz-de-um-apiaka/
FONTE: Amazônia em Chamas.
11 de dez. de 2013
Munduruku ocuparam sede da AGU em Brasília
Indígenas Munduruku ocuparam sede da AGU, em Brasília (DF), pela revogação da Portaria 303, pela demarcação da Terra Indígena Munduruku no Médio Tapajós e contra as usinas hidrelétricas nos rios Teles Pires e Tapajós. Uma Comissão deverá sair da ocupação para tentar audiência com o presidente do TRF-1 para solicitar a manutenção de decisão que suspende o leilão da UHE São Manoel, no Rio Teles Pires, na divisa do Mato Grosso e do Pará.
Para saber mais: http://www.brasildefato.com.br/node/26860
Para saber mais: http://www.brasildefato.com.br/node/26860
Coomflona recebe certificação FSC 100% comunitário durante inauguração da Ecoloja Tapajós
“Vamos ser a floresta modelo da Amazônia”. A frase é de Sérgio Pimentel, presidente da Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona) que no último dia 06 de dezembro, em Santarém, inaugurou sua loja para comercializar produtos confeccionados a partir de galhos e restos de madeira manejada da Floresta Nacional do Tapajós. Sérgio e outros 50 participantes, entre comunitários, representantes de ONG’s e servidores públicos também estiveram no evento para presenciar a entrega do documento de certificação da Cooperativa pelo selo FSC, na modalidade 100% comunitária, que atualmente só existe no Acre.
O primeiro lote de produtos certificados será leiloada ainda esse ano. Serão aproximadamente nove mil metros cúbico de madeira, com lance inicial de mais de R$ 2 milhões. Com o selo FSC a cooperativa busca acessar mercados mais exigentes, preocupados com a origem do produto, tendo em vista que a certificação indica que a madeira extraída resulta de um manejo responsável socialmente, ambientalmente e economicamente – praticas que geram desconfiança pela dificuldade em desenvolvê-las. “Essa certificação vem comprovar que sempre trabalhamos de forma correta. Veio acabar com a dúvida de alguns que não entendiam como era possível fazer um manejo florestal comunitário”, lembra Sérgio ao contar a história da cooperativa iniciada com 24 sócios em 2005 e que atualmente possui mais de 210, distribuídos em 12 comunidades.
A conquista da Coomflona é compartilhada por vários parceiros. O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) faz parte dessa história. Em 2007, a ONG ajudou a profissionalizar aspectos administrativos da cooperativa, tais como a elaboração de contratos com o mercado e a transparência na prestação de contas. “Nós passamos a conhecer o que agente pode cobrar do contador e do administrador.” relembra Pimentel. Recentemente, o IEB realizou oficinas para sensibilizar, explicar e planejar o processo de certificação.
Marcos Planello representou o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que realizou as auditorias e vistoria técnicas que recomendaram a Coomflona para a certificação. “É gratificante, enquanto ONG, fazer parte desse momento quando nosso trabalho ajuda a conservar a floresta e ajudar as pessoas”, destacou Marcos antes de entregar o documento que garantia a certificação FSC. Outros parceiros lembrados na cerimonia foram The Amazon Alternative (TAA), Universidade Federal do Oeste do Pará e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Loja
A cooperativa deseja ampliar ainda mais sua atuação comercial, por meio da Ecoloja Tapajós. O empreendimento reúne produtos beneficiados a partir de restos da extração madeireira. O local coloca
para venda bancos, portas, mesas, tábuas de carne, escultura de animais, joias e bolsas feitas de borracha, dentre outros itens. A produção é beneficiada em uma movelaria, na comunidade Pedreirinha, aproximadamente cem quilômetros da sede de Santarém, dentro da Flona. O trabalho envolve 17 comunitários que estão se aperfeiçoando na montagem de peças a base de galhos e outros subprodutos do manejo florestal.
Marcos Paulo Brandão é de Manaus e tem experiência em marchetaria e marcenaria. Ele tem ensinado os cooperados a produzir as peças que serão comercializadas na Ecoloja. “Eu vejo um potencial muito grande neles. O grupo tem força de vontade e querem aprender”, comenta Paulo sobre os comunitários que anteriormente trabalhavam na roça. “Essa é uma boa experiência porque a gente gosta de fazer isso. Com esse trabalho, tenho a expectativa de melhorar a minha renda e a renda dos colegas”, comenta Lorival da Cruz, cooperado que trabalha na oficina há dois meses.
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| Ecoloja Tapajós durante a inauguração |
| Marcos Planello (Imaflora), à dir., entregou para Sérgio Pimentel (Coomflona) o documento que garante a certificação FSC. |
Além do orgulho de ter o trabalho dos cooperados reconhecido, Sérgio destacou o diferencial do manejo florestal comunitário familiar (MFCF). “Abrimos 32 ramais na floresta que chegam a locais onde o ônibus na passava. O trabalho da cooperativa consegue pagar o estudo de jovens. Vivemos da floresta, mas continuamos com ela em pé”, destacou Pimentel sobre o lado socioambiental da cooperativa. Dos mais de 500 mil hectares da Floresta Nacional do Tapajós, apenas 8% são utilizados pela cooperativa para extração da madeira certificada.
Parcerias
| Katiuscia Miranda (IEB) e Sérgio Pimentel (Coomflona). Parceria iniciada em 2007. |
“O momento atual da cooperativa demonstra um avanço na implementação de dispositivos que garantam a permanência e a gestão da floresta, a partir de empreendimentos comunitários”, comenta a coordenadora de projetos do IEB, Katiuscia Miranda. “Estamos desde o início com a Coomflona, e entendemos que esse momento é deles, usuários e proprietários da florestas, Acima de tudo, devemos reconhecer o esforço das comunidades”, ressaltou Miranda durante o evento.
Outras instituições também valorizaram o trabalho da cooperativa. “Os números da Coomflona são importantes. Eles representam uma população que vive na floresta que gera emprego, renda e melhora a vida das famílias”, relatou Fábio Carvalho, gestor da Flona Tapajós. “O trabalho da cooperativa é um exemplo para Amazônia. Eles são uma comunidade que consegue trabalhar a floresta [de forma sustentável]”, disse Ana Luiza, representando o Instituto Floresta Tropical (IFT).
Outras instituições também valorizaram o trabalho da cooperativa. “Os números da Coomflona são importantes. Eles representam uma população que vive na floresta que gera emprego, renda e melhora a vida das famílias”, relatou Fábio Carvalho, gestor da Flona Tapajós. “O trabalho da cooperativa é um exemplo para Amazônia. Eles são uma comunidade que consegue trabalhar a floresta [de forma sustentável]”, disse Ana Luiza, representando o Instituto Floresta Tropical (IFT).
Marcos Planello representou o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que realizou as auditorias e vistoria técnicas que recomendaram a Coomflona para a certificação. “É gratificante, enquanto ONG, fazer parte desse momento quando nosso trabalho ajuda a conservar a floresta e ajudar as pessoas”, destacou Marcos antes de entregar o documento que garantia a certificação FSC. Outros parceiros lembrados na cerimonia foram The Amazon Alternative (TAA), Universidade Federal do Oeste do Pará e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Loja
A cooperativa deseja ampliar ainda mais sua atuação comercial, por meio da Ecoloja Tapajós. O empreendimento reúne produtos beneficiados a partir de restos da extração madeireira. O local coloca
| Tábuas de carne produzidas por cooperados |
Marcos Paulo Brandão é de Manaus e tem experiência em marchetaria e marcenaria. Ele tem ensinado os cooperados a produzir as peças que serão comercializadas na Ecoloja. “Eu vejo um potencial muito grande neles. O grupo tem força de vontade e querem aprender”, comenta Paulo sobre os comunitários que anteriormente trabalhavam na roça. “Essa é uma boa experiência porque a gente gosta de fazer isso. Com esse trabalho, tenho a expectativa de melhorar a minha renda e a renda dos colegas”, comenta Lorival da Cruz, cooperado que trabalha na oficina há dois meses.
| Joias também fazem parte da lista de produtos da Ecoloja , em Santarém |
O próximo passo da Coomflona será a certificação dos produtos acabados (as peças vendidas na loja) e aquisição de uma serraria para estampar o selo FSC em toda a cadeia de custódia, da madeira manejada até o banco vendido na Ecóloja.
O apoio do IEB na parceria com a COOMFLONA foi financiado pelo USAID, Fundo Vale e Fundo Francês para o Meio Ambiente, no âmbito dos projetos Forest Enterprise Cluster (FEC), Fortalecimento da Governança Florestal na BR 163 e Floresta em Pé.
FONTE: Blog do Manejo Florestal Comunitário.
8 de dez. de 2013
5 de dez. de 2013
MDA vai selecionar profissionais para Programa Terra Legal
O
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai selecionar 150 profissionais
para fortalecer ainda mais a agricultura familiar brasileira e incrementar o
processo de regularização fundiária na Amazônia Legal. Até o dia 16 de
dezembro, candidatos de nível médio e superior poderão se inscrever no processo
seletivo simplificado do ministério, marcado para o dia 19 de janeiro de 2014.
O
contrato de trabalho é temporário, de um ano, podendo renovar por mais quatro.
O concurso selecionará 110 candidatos com nível superior e 40 com nível médio para
trabalhar na Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia
Legal (Serfal/ MDA), responsável pelo Programa Terra Legal.
O
subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do MDA, Francisco
Djalma de Oliveira, afirma que essa é a oportunidade de contribuir com o
processo de aperfeiçoamento da gestão fundiária no País. “A Amazônia Legal
apresenta problemas fundiários seculares e o MDA atua em várias frentes para
resolver essa questão. Ampliar o número de servidores com essa tarefa fortalece
um dos aspectos principais da missão do MDA que é a democratização do acesso à
terra e a gestão territorial da estrutura fundiária brasileira”, diz.
Os
candidatos poderão trabalhar no Distrito Federal e nos escritórios regionais do
Terra Legal. As vagas disponíveis são para apoio à fiscalização do serviço de
georreferenciamento; uso de sistemas nas áreas de geoprocessamento; realização
de vistorias, instrução processual e gestão de fluxos; análises e manifestação
conclusiva em processos de destinação de áreas rurais e urbanas; contabilidade
e administração; supervisão de georreferenciamento; cadastro; e instrução
processual.
Valores
Os
salários vão de R$ 1,7 mil a R$ 8,3 mil, dependendo do cargo e da formação. O
processo seletivo será composto por prova objetiva para todos os cargos e de
títulos para candidatos com nível superior. As provas serão aplicadas nas
cidades de Altamira, Belém, Santarém e Marabá (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá
(MT), Humaitá e Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC),
São Luís (MA) e em Brasília (DF).
A prova
será realizada pela Fundação Universa e a taxa de inscrição varia de R$ 35 a R$
65. A previsão é que até o dia 09 de janeiro de 2014 sejam disponibilizados,
pela internet e na Fundação Universa, os horários e locais de prova. A
expectativa é que os selecionados comecem a atuar a partir de abril de 2014.
O edital está disponível e o
interessado pode fazer inscrição no site da Fundação
até o dia 16 de dezembro (segunda-feira).
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