19 de jun. de 2015

Lições e recomendações sobre Viabilidade Econômica de Negócios Sustentáveis da Biodiversidade em Áreas Protegidas

Além da sistematização das análises sobre renda e viabilidade econômica de negócios sustentáveis da biodiversidade em áreas Protegidas, está disponível neste  estudo publicado pela ong Conservação Estratégica as recomendações para comunidades, governos e organizações não-governamentais sobre como recursos podem ser investidos para maior rentabilidade dos negócios sustentáveis da biodiversidade, que valorizam a floresta em pé e, portanto, de grande importância para o combate ao desmatamento na Amazônia.

Para saber mais e fazer o download, clique aqui.

FONTE: Conservação Estratégica.

16 de jun. de 2015

EPE admite que leilão de São Luiz dos Tapajós deve ficar para 2016

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, informou nesta terça-feira, 9 de junho, que o leilão para construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, deve ficar para 2016. Segundo ele, problemas ambientais envolvendo a questão indígena têm dificultado o licenciamento para o projeto de Tapajós. “A gente tem de aguardar para ver se resolve.”


Blog da Rádio Comunitária de Rurópolis


A Rádio União Comunitária de Rurópolis traz notícias regionais atualizadas sobre Rurópolis Santarém Itaituba Uruará Trairão Placas Medicilândia Altamira, visite aqui: 


No Pará, indígenas Parkatêjê lutam contra Vale

Submetidos a trabalho escravo na ditadura, os Parkatêjê venceram luta por autonomia e agora travam batalha com contra duplicação de ferrovia da mineradora, leiam o texto da  Joana Zanotto para a AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO.

Roda para o canto, no pátio destinado às festividades, brincadeiras e reuniões. Foto: Pedro Aguiar Stropasolas
O Território Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, é um respiro de verde no Pará, estado que lidera o ranking de desmatamento da Amazônia Legal, conforme os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nele vivem três povos indígenas – Gavião Akrãtikatêjê, Gavião Kykatejê e Gavião Parkatêjê – que somam pouco mais de 700 habitantes (Siasi/Sesai 2013). Eles se dividem atualmente em nove aldeias, em uma área de 62 mil hectares de floresta preservada na região sudeste do estado, pressionada há mais de 30 anos pela mineração e por obras de infraestrutura. (...) O território que habitam foi alvo dos projetos de integração do governo militar. Hoje é cortado pela rodovia BR-222, pela linha de transmissão de energia de Tucuruí, da Eletronorte, e pela estrada de ferro Carajás, alvo da batalha mais recente travada pelos Gavião – incluindo os Parkatêjê – com a mineradora Vale S.A.

A ferrovia foi construída no início dos anos 1980, durante o governo de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, e começou a operar em 1986, na transição democrática do país. Pertencia à então estatal Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997. O trilho de 892 quilômetros liga as minas da Floresta Nacional de Carajás (PA) ao terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, cortando terras indígenas, quilombos e 22 unidades de conservação.

O barulho, os atropelamentos, e os danos ambientais provocados pela estrada de ferro nas comunidades do entorno prometem aumentar. Em novembro de 2012, o Ibama concedeu Licença de Instalação (LI) para o projeto de expansão da mineração da Vale S.A. na Floresta Nacional de Carajás. Além da abertura de uma nova frente de extração de minério na floresta, o projeto prevê a duplicação de 786 quilômetros da via, em linha paralela à existente. O objetivo é ampliar a produção e exportação de minério de ferro escoada pela ferrovia, passando de 130 milhões de toneladas/ano para 230 milhões de toneladas/ano até 2018 (veja aqui a série sobre o tema no especial Amazônia Pública).

Leia o texto completo aqui. 

FONTE: APública.

3 de jun. de 2015

Museu da Pessoa lança série de histórias de personagens da Amazônia

Estão sendo lançadas diariamente no portal do Museu da Pessoa histórias de vida que nos mostram um Brasil por vezes invisível e repleto de diversidades, contradições e transformações.

Essas entrevistas, captadas por expedições que percorreram o norte do país no ano de 2010, trazem um novo olhar sobre a população da região Amazônica, sua cultura, folclore, história e saberes tradicionais.

Ao todo serão 42 depoimentos apresentados diariamente e que estarão divididos em 4 coleções temáticas: “Saberes Amazônicos”, que terá como eixo central os conhecimentos e tradições locais, “Pegando o futuro nas mãos”, que falará sobre empreendorismo, superação e o sonhos futuros, “Ofícios da Terra”, focado no trabalho do dia-a-dia, e “Organização Social”, que abordará assuntos como educação, conflitos de terra, sindicato, entre outros.

Conheça a primeira coleção lançada "Saberes Amazônicos": http://www.museudapessoa.net/pt/home

FONTE: Museu da Pessoa.

Região de Miritituba vai ganhar 26 estações de transbordo de carga

Grandes tradings e operadoras logísticas estão se instalando em Miritituba, distrito de Itaituba, e em cidades vizinhas, localizadas no sudoeste do Pará para aproveitar a nova rota que se abre para a soja com o avanço das obras na BR 163. 

Para saber mais, clique aqui.

FONTE: O Valor.


1 de jun. de 2015

MPF quer garantia de atendimento diferenciado para 13 povos indígenas

Mesmo com direito garantido por lei, 13 povos indígenas do baixo Tapajós até hoje não tem o atendimento específico

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta semana ação civil para que a União Federal seja obrigada a garantir efetiva prestação de serviço de saúde diferenciado a treze etnias indígenas do baixo rio Tapajós, rio Arapiuns, Planalto Sereno e regiões próximas. O MPF também quer que a União garanta o mesmo atendimento aos índios não aldeados ou que residam em centros urbanos por outros motivos, como estudo e trabalho.

A ação aponta que desde 2001 as etnias Borari, Munduruku, Munduruku Cara-Preta, Jaraqui, Arapiun, Tupinambá, Tupaiu, Tapajó, Tapuia, Arara Vermelha, Apiaká, Maitapu e Cumaruara solicitam atendimento de saúde diferenciado, conforme determina a lei, mas os pedidos não foram atendidos até hoje, mais de 14 anos depois. Enquanto isso, os quase seis mil indígenas continuam sem acesso a postos de saúde nas 60 aldeias e precisam percorrer longas distâncias se deslocando até o centro urbano de Santarém, local mais próximo onde há atendimento básico. 

Após investigação, o MPF constatou que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não inclui no subsistema de saúde específico os povos indígenas que não habitam em terras com procedimento demarcatório concluído. O subsistema de saúde indígena determina a existência de postos de saúde situados dentro das aldeias com agentes indígenas, além de pólos-base com equipes multidisciplinares de saúde indígena e Casa de Saúde Indígena (Casai), que apoia o atendimento de média e alta complexidade e realiza atendimento dos indígenas que estão nos centros urbanos. 

Por consequência, as treze etnias em questão, que vivem em terras indígenas que ainda não são integralmente demarcadas, pertencentes aos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, não foram incluídas no subsistema. O mesmo tem sido constatado em relação aos índios não aldeados e que estão em centros urbanos. Apesar de oriundos de territórios indígenas, a Casa de saúde Indígena (Casai) tem se recusado a atendê-los com a justificativa de que eles residem na cidade e, portanto, perderam o vínculo com suas respectivas aldeias e não têm mais direito ao atendimento diferenciado.

Para o MPF, não se pode atrelar a questão da saúde indígena “à conclusão dos procedimentos demarcatórios”, sob pena de a omissão e morosidade do Estado na demarcação de terras gerar outra omissão”, que é a falta de atendimento à saúde. “Precisamos afastar, de uma vez por todas, a ideia de índio estereotipado – tal como nos apresentaram durante toda nossa vida escolar - como um museu vivo. Ou seja, não é necessária a manutenção de um isolamento forçado dessas comunidades de modo a impedir”seu acesso a bens e utilidades da vida moderna para que só assim sejam reconhecidos como”índios. Soa até como um clichê, mas o indígena não deixa de ser índio por usar calça jeans,telefone celular, estudar em Universidade ou morar em área urbana”, diz a ação judicial. 

“Também não é imprescindível, para ser indígena, que suas terras sejam demarcadas. O que define o indígena é seu autorreconhecimento como tal e sua ligação aos costumes, crenças e tradições. É o pertencimento a um grupo culturalmente diferenciado e não a utilização indispensável de tangas, arco e flecha. Deve-se aceitar que assim como as sociedades não-indígenas apoderaram-se de práticas culturais fluidas e dinâmicas ao longo dos tempos, o mesmo ocorreu com os indígenas. Não se pode, portanto, exigir que o índio de hoje seja o mesmo de 500 anos atrás, sob pena de não o sendo não ser mais índio”, prossegue. 

Em relação aos índios que vivem fora das aldeias, a Portaria do Ministério da Saúde nº 1.163/99 é categórica: “a recusa de quaisquer instituições, públicas ou privadas, ligadas aos SUS, em prestar assistência aos índios configura ato ilícito, passível de punição pelos órgãos competentes. Assim, não há amparo legal para recusar atendimento diferenciado aos indígenas que vivem em aldeias não demarcadas integralmente ou que vivem nos centros urbanos para trabalhar e/ou estudar. 

Por conta disso, o MPF quer que todos os indivíduos das treze etnias sejam cadastrados no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena e recebam o Cartão Nacional de Saúde Indígena para atendimento diferenciado.  O MPF também quer a construção de unidades básicas de saúde nas aldeias, para que os indígenas não precisem se deslocar para lugares tão distantes em busca de atendimento médico e aloque equipes multidisciplinares nas aldeias. O MPF também pediu que a Justiça determine a prestação de atendimento a qualquer indígena, de qualquer etnia, que esteja morando, provisória ou definitivamente, fora das aldeias. 


Íntegra da ação

Processo nº 2096-29.2015.4.01.3902 - 1ª Vara Federal de Santarém.

FONTE: Texto de George Miranda - Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Pará.

Prefeito de Novo Progresso é obrigado a recuperar área que desmatou

Caso descumpra decisão da Justiça Federal, multa para Osvaldo Romanholi é de R$ 5 mil por dia de descumprimento

A Justiça Federal obrigou o prefeito de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, Osvaldo Romanholi, a recuperar 697 hectares de área que desmatou ilegalmente no município. Dentro de 90 dias, Romanholi terá que apresentar plano de recuperação da área ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A decisão liminar (urgente), publicada nesta terça-feira, 26 de maio, é do juiz federal em Itaituba, Ilan Presser. Caso não cumpra a determinação judicial, o prefeito está sujeito a pagamento de multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento.

“Não há dúvida, o réu desmatou, sem autorização, área de floresta nativa de tamanho expressivo, a qual deveria ficar preservada, uma vez que a manutenção da biodiversidade dentro de padrões sustentáveis, incontestavelmente, garante o oferecimento, pela natureza, de fatores ambientais essenciais à vida e ao sustento do ser humano, como água, solo, clima equilibrado”, registra Presser na decisão.

Ao apresentar ao Ibama o plano de recuperação da área, o prefeito terá que informar as medidas a serem tomadas para o reflorestamento, de modo que contemple cronograma de execução e informações detalhadas acerca dos procedimentos metodológicos e técnicas que serão utilizados. O documento deve conter, ainda, proposta para monitoramento e manutenção das medidas corretivas a serem implementadas.

A determinação judicial é resultado de ação civil do Ministério Público Federal (MPF) ajuizada em março deste ano.

Pelo mesmo dano à vegetação, o MPF também denunciou criminalmente o prefeito. A denúncia por crime contra a flora foi encaminhada em abril para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Caso condenado, Romanholi pode ser punido com até três anos de detenção e ter seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durar a pena.

Processo nº 0000450-63.2015.4.01.3908 – Justiça Federal em Itaituba

Íntegra da decisão, aqui.

FONTE: Ministério Público Federal no Pará

20 de mai. de 2015

Pescador encontra pedaço de foguete em praia de Curuçá, no nordeste do Estado do Pará


Fuselagem com inscrições em sânscrito foi encontrada pelo pescador Francisco Carlos Paixão em um manguezal na praia do Áurea, a 20 km do município de Curuçá, no nordeste do Estado do Pará, no dia 17 de maio. Palavras em inglês também estavam escritas na lataria. Especula-se que a peça estivesse há um mês no local e possa fazer parte de um foguete do programa espacial indiano. O pescador levou o material para casa, onde pretende expor. No ano passado, outro pescador encontrou um pedaço de lixo espacial em uma praia do município de Salinópolis, na mesma região do Pará. 

FONTE: Tarso Sarraf/Estadão Conteúdo, disponível também aqui.


18 de mai. de 2015

Instituto Mamirauá abre inscrições para Curso de Ferramentas para a Gestão de Áreas Protegidas no AM

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição do Curso de Ferramentas para a Gestão de Áreas Protegidas. As atividades do curso ocorrerão na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), e também nas Reservas Mamirauá e Amanã, entre os dias 17 e 31 de agosto de 2015. 
 
O curso tem o intuito de compartilhar a experiência do Instituto Mamirauá com a gestão de áreas protegidas, construída ao longo de mais de 15 anos de atuação em programas de manejo e atividades de pesquisa no Médio Solimões. Os instrutores e palestrantes são profissionais com ampla experiência nas áreas de pesquisa, monitoramento e assessoria técnica para a gestão de unidades de conservação de uso sustentável na Amazônia brasileira.
 
O conteúdo abordará temas considerados essenciais para a gestão de áreas protegidas, tais como Ferramentas de biologia e ecologia para conservação da biodiversidade, Ferramentas antropológicas para a conservação, Diagnóstico e monitoramento, Ferramentas da gestão comunitária e Uso sustentável de recursos naturais. Além disso, atividades em campo aproximarão os participantes de ações de manejo e pesquisa desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá. 
 
O curso é voltado para profissionais de nível superior ou médio, de organizações governamentais e não governamentais, que estejam envolvidos ou pretendem desenvolver ações de gestão de áreas protegidas (analistas ambientais, gestores governamentais, técnicos de ONGs, de organizações locais e de prefeituras municipais, entre outros). O Instituto Mamirauá selecionará, entre os candidatos que se inscreverem, um máximo de 15 alunos. Os interessados deverão realizar sua inscrição até o dia 29 de maio de 2015, enviando os documentos solicitados para o endereço cursogestao@mamiraua.org.br. Mais informações estão disponíveis no edital do curso. 
 
Informações importantes
Inscrição – de 15 de abril a 29 de maio de 2015.
Resultado da seleção – 03 de junho de 2015.
Contato individual com os selecionados – 08 a 12 de junho de 2015.
Início do curso – 17 de agosto de 2015.
Informações: cursogestao@mamiraua.org.br ou (97) 3343-9736 / 3343-9705.

FONTE: Instituto Mamirauá.

8 de mai. de 2015

CPT Santarém divulga Nota sobre atentado contra uma liderança do PDS Serra Azul

A CPT em Santarém, no Pará, divulgou Nota denunciando emboscada contra Luiz Paulo da Silva, liderança no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, em Monte Alegre (PA), ainda no início do mês de abril. Confira o documento na íntegra:

A Comissão Pastoral da Terra, em Santarém, Pará, vem por meio desta, responsabilizar por omissão e/ou conivência, as autoridades da região que há muito foram oficializadas pelos frequentes conflitos na área do Projeto de Desenvolvimento Sustentável, PDS Serra Azul, no município de Monte Alegre, PA.

No dia 05 de abril de 2015, Luiz Paulo da Silva, o Paulinho, liderança respeitada deste PDS, foi abordado em uma emboscada por três pistoleiros que atentaram contra sua vida. Reagiu, em legítima defesa, desferindo um tiro contra os pistoleiros, atingindo a um deles.

Em seguida, transtornado, retornou à sua casa, pegou esposa e filhos e saiu do PDS com medo de represálias. Após relatar o fato à Comissão Pastoral da Terra em Santarém e aos Ministérios Público Federal e Estadual, se apresentou a Polícia do seu município, para expor os fatos.

Este foi mais um capítulo de uma longa novela que se estende desde a criação do PDS em 2005. Desde então Paulinho, uma liderança firme em defesa da regularização do PDS, vem denunciando as irregularidades existentes, sobretudo por parte de madeireiros. Apesar das constantes denúncias, praticamente nenhuma providência foi tomada. O que fortaleceu a ação dos criminosos na região.

Ainda em 2005 recebeu as primeiras ameaças contra sua vida. A situação foi se agravando. Em outubro de 2014 acontece o primeiro atentado. Sua casa foi alvo de dezenas de tiros. Na casa estavam sua esposa e seus dois filhos, o menino com um ano de idade e a filha com nove. Paulinho registrou Boletim de Ocorrência sobre o fato, mas pouco foi feito.

Como as irregularidades avançavam, Paulinho insistiu nas denuncias até o ponto em que a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, realizou uma audiência no dia 17 de março de 2015, em Santarém, onde pautou o conflito do PDS Serra Azul. Nesta audiência foram dadas garantias de que as demandas das lideranças do PDS seriam atendidas. Alguns dias depois da audiência Paulinho foi informado por moradores do PDS que pistoleiros tinham retornado e estavam à sua procura. E assim chegamos à emboscada do dia 05 de abril.

Hoje, ameaçado, Paulinho para preservar sua vida e de sua família, é obrigado a viver longe do Assentamento pelo qual tanto lutou.

A CPT Santarém exige das autoridades competentes, garantias para que Paulinho possa retornar com sua família em segurança para o PDS, arduamente conquistado, inclusive o ingresso do mesmo no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos o mais urgente possível, sob pena de responsabilização. E ainda, que se atendam as reivindicações dos moradores. Assim como, que sejam coibidas as ações de grileiros e madeireiros no PDS durante muito tempo denunciadas.

FONTE: CPT Santarém

Propostas de Implementação da PNGATI na Amazônia, link para baixar



Já está disponível para download no site do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) a publicação "Propostas de Implementação da PNGATI na Amazônia". As propostas resultam das pesquisas colaborativas desenvolvidas pelos participantes do Curso Básico de Formação em PNGATI. Clique na imagem para saber mais. 



FONTE: IEB.

Preços das terras na BR 163 têm forte alta

Municípios localizados na área de influência da BR-163 - a principal via de acesso para os grãos, que liga o Mato Grosso aos portos do Pará - ou ainda com forte potencial de expansão agrícola ultrapassaram no ano de 2014 a valorização média registrada no restante do país. 

Enquanto o hectare de terra agrícola subiu a uma taxa média de 16% no Brasil entre 2013 e 2014, a valorização beirou os 100% em algumas localidades do Pará e atingiu 30% em regiões de Mato Grosso. A alta expressiva se deve aos projetos de infraestrutura logística em curso, sobretudo no Pará, mas também ao fato de que há limitações de ordem ambiental e até de disponibilidade de terra apta ao plantio, o que explica a guinada de preços em Rondônia.

FONTE: Revista Valor Econômico de 27/04, Agronegócios, p.B14, disponível no Blog Língua Ferina, aqui. 

28 de abr. de 2015

Piaçabeiros ainda trabalham de forma degradante no Amazonas

Piaçabeiros que estavam em situação análoga à do trabalho escravo foram resgatados pela força-tarefa do MPT em plantações localizadas no Sul do Estado (Divulgação/MPT)
O piaçabeiro Carlos do Rosário, 59, foi uma vítima dessa violência. No ano passado, ele foi um dos treze trabalhadores resgatados do Município de Barcelos (à 405 quilômetros de Manaus) por uma  “força-tarefa” liderada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Federal (MPF). Eles foram encontrados em condições análogas à de escravidão, em comunidades localizadas no meio do mato.

Recrutado para trabalhar na extração da piaçava - matéria-prima para a confecção de vassouras - na zona rural do município, Carlos era submetido a condições subumanas de trabalho: passava dias isolado no meio da floresta, só tinha direito a folgas após quatro meses de trabalho, não possuía carteira profissional e, o pior de tudo: não sabia nem quanto receberia depois do serviço realizado.

Aviamento

Ele conta que se via obrigado a comprar mercadorias do “patrão” devido ao isolamento e, quando recebia o salário, os descontos abocanhavam boa parte da renda. “Cheguei a receber R$ 340 por 120 dias de trabalho consecutivos”, relatou ele, que trabalha na extração da fibra desde os 15 anos. Ele alegou também que só trabalha na extração de piaçava porque é a única coisa que saber fazer. “Por isso não consigo emprego na cidade. Trabalho praticamente para comer”, disse o homem, que  é analfabeto.


FONTE: A Crítica.

23 de abr. de 2015

400 geoglifos são identificados na Amazônia

Agência Acre/Divulgação
O avanço nas pesquisas arqueológicas revelou a existência de cerca de 400 desenhos gigantes espalhados pela Amazônia, os geoglifos -- valetas de cerca de dez metros de largura e entre dois e três metros de profundidade feitas em formato geométrico preciso, normalmente círculos ou quadrados. A descoberta ensina mais sobre a forma como foram feitos e os hábitos dos povos que os construíram há mais de 1.000 anos. Pelo que se sabe, os geoglifos foram feitos por índios Aruaques que habitaram a Amazônia séculos atrás para servir de campo para rituais religiosos. Os primeiros desenhos datariam da era Antes de Cristo. A maioria, porém, foi feita entre os séculos 1 e 10.

Dos 400 já encontrados, pelo menos 70% estão bem conservados. Com tamanhos entre 100 a 300 metros de largura, os desenhos foram descobertos em 1977 pelo pesquisador Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro. Hoje, sabe-se que eles se estendem por uma área 200 km entre sul do Amazonas, leste do Acre, oeste de Rondônia e parte da Bolívia.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

FONTE: UOL Notícias.

20 de abr. de 2015

Ministério Público processa INSS para garantir direito de povos tradicionais a benefícios previdenciários em Itaituba

Agência da Previdência em Itaituba exige documentação à qual famílias não têm acesso, diz ação.

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para cobrar que sejam atendidos os direitos previdenciários das famílias do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Montanha-Mangabal, em Itaituba, sudoeste do Pará.

Segundo a ação, para analisar pedidos de benefícios o INSS está exigindo dos extrativistas a apresentação de documentos que não são compatíveis com a realidade do PAE. Exemplos de documentos aos quais os extrativistas não têm acesso são a declaração de sindicato rural e a declaração de agentes de saúde.

Ajuizada no último dia 9, a ação também pede à Justiça que obrigue o INSS a rever todos os pedidos de benefícios negados nos últimos dez anos aos extrativistas de Montanha-Mangabal. O MPF também quer que a Justiça condene o INSS ao pagamento de dano moral coletivo aos extrativistas no valor de R$ 500 mil.

Direito à diferença – O MPF defende que o atendimento aos extrativistas deve ser feito de acordo com requisitos compatíveis com a realidade das famílias. Por exemplo: como no PAE não há sindicato rural, não cabe ao INSS exigir, para a comprovação do exercício da atividade rural, a apresentação de declaração emitida por sindicato rural. Nesse caso, o INSS deve aceitar declaração emitida pela associação de moradores do PAE.

“O entendimento do INSS se mostra incompatível com a Constituição da República e com convenções internacionais firmadas pelo Brasil, além de contrário à legislação infraconstitucional correspondente, pois está dissociado da visão multicultural prevista na lei fundamental, por meio da qual o direito à igualdade não pode ser visto apenas como fonte formal ou material de equiparação de indivíduos, mas também como diretriz para o reconhecimento da diferença”, diz a ação.

O MPF em Itaituba alerta na ação que o INSS não pode considerar como legítimos apenas os pedidos de benefícios feitos a partir de 2006. Naquele ano, o MPF conseguiu que a Justiça impedisse a entrada em Montanha-Mangabal de pessoas não pertencentes à comunidade. Segundo o MPF, a decisão judicial apenas reafirma – e não cria – uma condição que as famílias já tinham, a de pertencerem a uma comunidade tradicional.

Leia a Íntegra da ação

Fonte: Ministério Público Federal no Pará - Assessoria de Comunicação, texto disponível também aqui.

Brasil lidera ranking de violência no campo pelo 4º ano seguido

O Brasil lidera, pelo quarto ano consecutivo, a lista de países que mais tiveram ativistas ambientais e agrários assassinados compilada pela ONG internacional Global Witness e divulgada nessa segunda-feira. Das 29 mortes de líderes e militantes de causas ambientais ou agrárias registradas no país no ano passado, 26 delas estavam ligadas a conflitos de terra.Quatro das vítimas eram indígenas.

O Brasil está à frente de países como Colômbia (25 mortes em 2014), Filipinas (15 mortes) e Honduras (12 mortes). Desde 2002, só houve um ano, 2011, em que o país não liderou esta lista. Ao todo, 477 "ativistas ambientais ou agrários" foram assassinados no país desde 2002, segundo a ONG, que ainda adverte que esses números podem estar subestimados.

Para ler a matéria completa, clique aqui. 

FONTE: Notícias Uol.

10 de abr. de 2015

Empresas de ATER denunciam atraso de pagamento na execução de contratos com o INCRA, na RESEX Tapajós Arapiuns

O problema é geral, acontece em todos os contratos de ATER do Edital INCRA Sede 01/2013 e afeta milhares de famílias de Agroextrativistas em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e Assentamentos de Reforma Agrária em toda a Amazônia. 

O Governo Federal, por intermédio do INCRA não está honrando os contratos que correm sério risco de serem rescindidos. As atividades da empresa prestadora de assistneica técnica Ecooidéia, por exemplo, já estão paralisadas desde o dia 22/02/2015. Todo o cronograma foi cancelado e os funcionários não recebem desde janeiro/2015.

O atraso está atrapalhando os trabalhos também do CEAPAC, Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária, que atendem a 742 famílias, além de atrasar salários dos técnicos.

A paralisação destes serviços prejudica a organização social, produção e organização das atividades feitas pelos ribeirinhos, coordenadas por estes projetos.

Abaixo, o vídeo exibido no JORNAL TAPAJÓS 2ª EDIÇÃO:

9 de abr. de 2015

Exclusivo: Relatório da Funai determina que terra é dos Munduruku

Demarcação da terra Sawré Muybu é vista como um empecilho pelo governo, que planeja construir sete usinas na bacia do rio Tapajós. Considerado um território histórico para os Munduruku, a terra indígena Sawré Muybu, no oeste do Pará, nunca foi oficialmente demarcada pelo estado brasileiro.

Desde setembro de 2013, a Fundação Nacional do índio (Funai) segura um detalhado relatório que identifica e delimita os perímetros necessários ao modo de vida dos índios. Tudo indica que o relatório ainda não foi publicado porque o reconhecimento desta terra pode atrapalhar os planos do Governo Federal para a construção de usinas hidrelétricas na região. O processo de demarcação só pode ter início quando esse relatório for publicado no Diário Oficial da União – algo que ainda não há previsão para acontecer.

Se construída como prevista, a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós alagaria a área, obrigando o estado a realocar indígenas, o que é vedado pela constituição. Assim, o reconhecimento da terra é visto como um entrave pelo governo federal. Enquanto o processo de demarcação segue parado em Brasília, no Tapajós, os Munduruku decidiram fazer a demarcação de sua terra por conta própria (leia mais aqui).

O site Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo teve acesso ao Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Sawré Muybu e o apresenta com exclusividade agora.

O relatório é fruto dos estudos realizados pela Funai ao longo de 2012 e 2013. São 193 páginas que descrevem com profundidade a história e relação dos Munduruku com esse território cercado pelos rios Tapajós e Jamanxim, no meio da floresta amazônica. 

Para acessar o texto completo e o relatório na íntegra, clique aqui.

FONTE: APública.

Em assembleia geral, povo Munduruku reafirma direito de ser consultado sobre usinas

O Ministério Público Federal (MPF) foi convidado e participou da assembleia, nos dias 6 e 7 de abril em Jacareacanga.

O povo Munduruku reuniu mais de 600 pessoas em mais uma assembleia geral, na aldeia Waro Apompu, na margem do rio Cururu, em Jacareacanga, sudoeste do Pará, para discutir questões relacionadas à saúde, educação e os projetos de hidrelétricas que o governo federal quer implantar nas terras onde vivem mais de 10 mil índios da etnia. O Ministério Público Federal (MPF) foi convidado e participou da assembleia, nos dias 6 e 7 de abril.

A assembleia é uma tradição da organização política Munduruku, com a presença de caciques e capitães de todas as aldeias e ocorre uma ou duas vezes por ano. Nos últimos anos, por causa dos projetos governamentais de barragens no Tapajós, a Constituição brasileira, a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o licenciamento ambiental e a consulta prévia passaram a ser temas intensamente debatidos nessas reuniões.

Uma das principais preocupações é com a violenta mudança no modo de vida sofrida por todos os povos indígenas afetados por hidrelétricas. Testemunhas do sofrimento causado por Belo Monte sobre as oito etnias do médio rio Xingu e das drásticas alterações sobre o rio, a floresta e os peixes, dimensões fundamentais da vida indígena na Amazônia, os Munduruku reafirmaram na assembleia o intuito de resistir ao projeto da usina São Luiz do Tapajós, sobre a qual até agora não foram consultados pelo governo brasileiro.

“Direitos que a Constituição reconhece aos índios são originários, portanto, pertencem aos índios, não são dados de favor pelo Estado brasileiro. Quando o cacique Juarez Saw (da Terra Indígena Sawré Muybu, diretamente afetada pelo projeto da usina São Luiz do Tapajós e ainda não demarcada pelo governo) luta pela demarcação, ele não está pedindo nada. Ele está cobrando o cumprimento da Constituição Federal. O Juarez não pode ser retirado de suas terras, isso a Constituição garante. Só em caso de catástrofe, epidemia e interesse da soberania nacional. São condições bem específicas e sempre a saída obrigatoriamente é temporária, o povo tem que poder voltar depois”, disse à assembleia geral o procurador da República Camões Boaventura.

Os Munduruku questionaram, novamente, sobre a consulta prévia que deveria ter sido realizada. Em janeiro passado, uma comitiva com 40 índios esteve em Brasília entregando ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto o protocolo em que afirmam como querem ser consultados. “A consulta precisa ser prévia e adequada à cultura. Significa que ela precede a decisão do governo, deveria ter sido feita antes. E que não adianta as empresas chegarem aqui com cartazes e apresentações em português, porque isso não é consulta. A consulta só é válida
se os consultados compreenderem a proposta apresentada”, explicou Boaventura.

Os Munduruku pediram ao MPF que o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da usina seja traduzido em munduruku para que eles possam entender. O procurador se comprometeu a pedir à Justiça que determine a tradução do Rima. Valdenir Munduruku, da aldeia Teles Pires, no rio Teles Pires, dentro da Terra Indígena Kayabi, era um dos convidados.

Na assembleia, ele lembrou da luta contra Belo Monte, da qual os Mundurku participaram ativamente. “Muita gente reclamou quando ocupamos Belo Monte, que não tínhamos que estar lá porque moramos longe do Xingu. Mas tem sim tudo a ver, porque estamos lutando para defender a Constituição, não só um rio ou outro. Nós no Teles Pires sentimos na carne o que é uma barragem. Já reduziu o nosso peixe com as usinas. A gente dorme uma noite e o rio tá lá embaixo. Quando a gente acorda, o rio subiu derepente 3 metros, as canoas todas no fundo. Os peixes que de noite vão dormir no gapó (vegetação aquática na margem do rio) amanhecem mortos no outro dia porque o rio secou de novo rápido demais. As empresas em Belo Monte tomaram conta da Funai, tomaram conta da Sesai e o que era obrigação do governo agora o governo manda procurar as empresas”, diz. Ele pediu apoio do cacique geral e das lideranças do Tapajós para dar mais atenção à questão do Teles Pires, onde o governo já construiu quatro usinas e tenta construir uma quinta, nenhuma precedida da consulta obrigatória aos povos afetados. O MPF tem ações judiciais apontando irregularidades nas usinas do Teles Pires que afetam os índios. Contra São Luiz do Tapajós, no Tapajós, uma ação judicial confirmou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o governo tem a obrigação de fazer a consulta, mas até agora a ordem não foi cumprida.

FONTE: Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no Pará.

4 de abr. de 2015

Itaituba está na lista dos três municípios com mais alertas de desmatamento em fevereiro

O Imazon, organização não governamental que monitora o desmatamento da Amazônia através de seu Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), acaba de divulgar seu último boletim, referente ao mês de fevereiro de 2015.


De acordo com o levantamento da ONG, no período analisado, foram detectados pelo SAD 42 quilômetros quadrados (Km²) de alertas de desmatamento na Amazônia Legal, o que representa um aumento de 282% em relação a fevereiro de 2014. Os alertas de desmatamento acumulados entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015, ou seja nos sete primeiros meses do calendário de mensuração das derrubadas, são iguais a 1702 km². Isto representa um crescimento de 215% do desmatamento sobre o mesmo período anterior (agosto 2013 a fevereiro 2014), quando o total atingiu 540 km².

Veja aqui o Boletim completo do Sistema de Alertas de Desmatamento, do Imazon

FONTE: Infoamazônia, disponível também aqui.

1 de abr. de 2015

ICMBio lançou sistema de informações que mostrará imóveis em sobreposição com UCs

Um sistema rápido para possibilitar um salto qualitativo no processo de regularização fundiária das Unidades de Conservação (UC) federais administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Assim é o SIGTERRA - Sistema de Informações sobre Consolidação Territorial de Unidades de Conservação (UCs) Federais, lançado no dia 30/03, na sede do ICMBio, em Brasília.

"A consolidação territorial e a regularização fundiária ganharam agora um importante aliado, frente aos desafios que são muitos", comemorou o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em UCs do ICMBio, João Arnaldo Novaes.

A ferramenta informa sobre a situação fundiária da UC e permite gerar relatórios e visualizar processos, documentos, pareceres jurídicos, mapas, fotos e imagens de satélite, além de mostrar os imóveis que têm sobreposição com UCs federais, o que facilitará o processo de desapropriação. "O próximo passo é dar início ao processo de cadastramento de informações e alimentação do sistema", explicou a coordenadora-geral de Consolidação Territorial do ICMBio, Eliani Maciel.

"O SIGTERRA não se encerra nele próprio, pois deve estar alinhado a uma finalidade de cunho estratégico, isto é, às metas e prioridades do Instituto. Essa ferramenta qualifica o nosso trabalho, mas também nos impõe o desafio maior da implementação prática da consolidação territorial", destacou o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

Elaborado pelo ICMBio em parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) The Nature Conservancy (TNC), o SIGTERRA foi desenvolvido em seis meses pela empresa de tecnologia ArcPlan. "O sistema foi uma doação da TNC para o ICMBio, que ofereceu todo o suporte técnico e subsidiou com informações a elaboração da ferramenta", frisou Eliani.

Para o representante da TNC, Gustavo Pinheiro, o sistema representa um avanço na gestão das Unidades de Conservação, pois facilita e torna mais ágeis uma série de atividades. "A TNC tem apostado bastante na utilização de ferramentas de geoprocessamento pelo serviço público", destacou.

FONTE: Comunicação ICMBio, disponível também aqui.

24 de mar. de 2015

Micro-ônibus cai em cratera e é levado por correnteza entre Itaituba e Rurópolis

O POVO DO OESTE PARAENSE SOFRENDO PELA FALTA DE INFRAESTRUTURA EM SUAS ESTRADAS

As chuvas fortes no sudoeste do Pará abriram uma cratera no quilômetro 45 da rodovia BR-230, entre os municípios de Itaituba e Rurópolis, na tarde de ontem (23), impedindo o acesso por via terrestre a Rurópolis. Um micro-ônibus foi engolido e arrastado por um córrego após cair nesta cratera aberta no km 45, mas ninguém se feriu no acidente. Um passageiro do micro-ônibus filmou o momento em que um caminhão tentava puxar o veículo, que estava com as rodas traseiras na cratera aberta. Antes mesmo de iniciar a operação, o cabo que ligava o caminhão ao micro-ônibus se rompeu, e o veículo caiu na cratera, sendo levado pela correnteza.

O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informou ao UOL que equipes trabalham no local para recompor o aterro rompido. A previsão é que o tráfego esteja normalizado nessa quarta-feira (25).

FONTE: Notícias Uol, aqui e no Blog do JK, clique aqui para ver a reportagem completa.

23 de mar. de 2015

Formulário da Norte Energia é um convite ao não preenchimento

Curiosa, a Norte Energia! Certamente no intuito de garantir os legítimos direitos das pessoas atingidas pelo desastre socioambiental que está causando, ela decidiu agora exigir que todas consigam declarações de que existem e moram há tantos anos nas casas e/ou áreas das quais estão sendo expulsas! Mas não só: para isso ela criou um formulário que é um convite ao não preenchimento. Obviamente ciente de que na maioria dos casos estará lidando com pessoas mais humildes e, em boa parte das vezes, temerosas de coisas que não dominam, a gentil Nesa optou não por um texto acessível e de fácil preenchimento, mas, bem ao contrário, por algo que pode ter um efeito intimidatório.



Conforme pode ser visto na imagem acima, o formulário da Declaração começa com os dados normais: nome, endereço, números de documentos etc. Logo em seguida, entretanto, vem, o aviso:

“Eu, acima qualificado, ciente de que posso ser processado criminal e civilmente por falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal[1]) e por causar danos patrimoniais, sendo obrigado a cumprir pena em estabelecimento prisional e ter de indenizar em dinheiro a Norte Energia S.A., em decorrência de informações inverídicas aqui prestadas, declaro, por livre e espontânea vontade, para fins de prova e concessão de benefício ou reconhecimento de direito em favor da(s) pessoa(s) abaixo(s) identificada(s): QUE sou plenamente capaz para atos da vida civil, não sendo acometido por qualquer doença mental; QUE conheço o(a) Sr(a).”…

Em seguida, novamente, há espaço para preenchimento do nome e do endereço no qual deve ser informado (sob pena dos crimes acima citados, claro!) há quantos anos a pessoa em questão mora no local. Mas antes é melhor olharmos o que a nota de rodapé (ora, é óbvio que ribeirinhos, pescadores, extrativistas, moradores de palafitas e outros tantos usam “notas de rodapé” desde pequeninhos, não?) que marcamos com o [1] diz. Vamos a ela:

“Art. 299 – Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular.
Parágrafo único – Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte”. 

Ótimo, justo e democrático: agora a pessoa, que talvez estivesse meio em dúvida quanto ao significado do artigo 299 do Código Penal e até quanto a alguns termos usados no primeiro texto, sabe perfeitamente por quanto tempo se arrisca a ficar na prisão ao preencher o documento pedido pelo vizinho, pelo compadre, pela amiga…

Você pensa que já acabou? Tolinho… Tolinha… Tem mais: na lista dos possíveis crimes que podem ser perpetrados contra a Norte Energia tem ainda uma lista de declarações a serem feitas sobre pena de alguma coisa dentre as já citadas. Delas, destaco uma que com certeza me impediria de assiná-lo até para a minha falecida mãe. Diz ela: “QUE não sou inimigo da Norte Energia S.A. e nada tenho contra o empreendimento ou sua responsável”. Interessante!

FONTE: Texto de Tânia Pacheco para Racismo Ambiental, disponível também aqui.

Dia da água em Santarém: contra as barragens no rio Tapajós


O Movimento Tapajós Vivo! organizaou uma Manifestação em defesa do Rio Tapajós, que ocorreu no dia 22 de março na praça Tiradentes, na Orla de Santarém e reuniu um grande número de pessoas interessadas em mostrar seu descontentamento em relação às políticas atuais de construção de grandes hidrelétricas na Amazônia.

O governo Dilma pretende construir 5 hidrelétricas no Rio Tapajós, no estado do Pará, desrespeitando direitos ambientais, inundando Terras indígenas, modificando o regime de piracema dos peixes e impactando milhares de vidas dos povos da região. Sob o signo do “desenvolvimento”, os grandes empreendimentos são construídos arrancando as origens e raízes dos povos tradicionais, fortalecendo o elo de cadeias produtivas que concentram terra e renda, associado a degradação da floresta.



A UHE de Belo Monte, por exemplo, indica o modus operadi da apropriação capitalista arquitetado pelo governo federal e toda a camarilha da bancada ruralista. Financiadas com recursos públicos (BNDES), Belo Monte está com as obras atrasadas e com previsão de orçamento mais de 4 vezes maior que o previsto inicialmente. As hidrelétricas beneficiam somente grandes empresas eletro-intensivas e de extração mineral como a VALE, ALCOA e MRN, contrastando com a realidade de centenas de comunidades que vivem num completo apagão. Por outro lado, o Pará é um dos Estados que lideram no ranking das tarifas mais caras de energia do Brasil. Engolimos reajustes praticamente a cada mês! Não podemos permitir que as hidrelétricas ameacem nossa fauna, flora e os povos da região. 





FONTE: Movimento Tapajós Vivo e Cândido Neto.


Professores paraenses entram em greve

Professores do Pará decidiram nessa manhã a paralisação da categoria em todo o estado, a greve é contra o governo de Simão Jatene (PSDB) contra o fechamento de salas de aula e melhoria; O Pará é o terceiro estado com comando tucano com a educação em caos, acompanhando São Paulo e Paraná

Greve em todo o Estado. Essa foi a decisão dos professores da rede pública de ensino do Pará, que estavam reunidos em assembleia desde a manhã desta sexta-feira (20), discutindo os movimentos da categoria no processo para pedir as reivindicações dos trabalhadores.

Em nota publicada nas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp) afirmou que a ampla maioria dos trabalhadores votou a favor da suspensão das atividades, como forma de pressionar "os cortes de Jatene" sobre o salário dos professores. O sindicato já havia informado mais cedo que a adesão ao movimento seria maciça e que 100% das escolas amanheçam paralisadas já na próxima quarta-feira (25).

Segundo a categoria, os professores sofrem "redução salarial com implementação da lotação 2015, imposta pela Seduc, além de permanecer sem previsão para o pagamento do piso nacional". Além do pagamento, foram discutidos na reunião outros pontos que serão cobrados pelo movimento grevista, como a falta de segurança nas escolas, falta de infraestrutura dos prédios escolares, implementação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e modulação do ensino.

O Sintepp informa ainda que o comado de greve irá se reunir para discutir os próximos passos do movimento. Os professores ocuparam completamente a via no sentido Entroncamento/Belém, concentrados em frente ao prédio do tribunal. De lá, eles sairam em caminhada pela contra-mão da via até a avenida Dr. Freitas, onde se concentraram em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, e realizaram nova interdição. Eles esperavam protestar contra o governador Simão Jatene, que atualmente está fazendo os despachos no local, mas como ele não estava no prédio, encerraram a manifestação.

No final da manhã, a categoria estava reunida na Escola Estadual Cordeiro de Farias, localizada a poucos metros do TJPA, onde votou a favor da greve, que deverá ser iniciada na próxima quarta-feira (25).
"Durante o fim de semana, segunda e terça-feira, vamos nos reunir para discutir as ações do movimento, tentar dialogar com o governo do Estado e visitar escolas e comunidades, para esclarecer sobre os motivos da greve", continuou Conceição. A coordenadora ainda reforçou a expectativa do sindicato de que a adesão à greve seja grande em todo o Estado. "O governo fez algo que já havia tentado, mas nunca efetivamente feito, que foi mexer diretamente no bolso do trabalhador. Tem professor que vai perder de R$ 600 a R$ 1 mil nesse esquema de governo. Então acreditamos que toda a categoria vai se unir nessa luta", completou.

FONTE: Portal Metrópole, diponível também aqui.